Somos o que escolhemos ser

Não vamos falar de destino, pois a conversa iria derivar para algo mais metafísico ou religioso, aqui a conversa é mais "chão" e não tão céu... A escolhas que fazemos no decorrer de nossa vida. Isso sim, é mais "pé no chão" e muitas vezes nos incomoda em assumir e conviver com más escolhas e com ações feitas por impulso ou paixão.

Muitas dessas ações impulsivas acabam terminando nas barras da lei, dentro dos tribunais acumulando despesas e prejuízos tanto para pessoas físicas quanto jurídicas , pois tenha consciência, quando uma empresa é processada ela é representada por uma pessoa. Uma empresa não é o prédio onde ela tem sua sede, ela é sem dúvida representada pelas pessoas que lá trabalham.

Países como os EUA, que tem um sistema legal relativamente rápido e eficiente na defesa dos consumidores contra grandes corporações, vem fazendo uma mudança no comportamento empresarial. As empresas visam hoje cada vez mais, zelar pelo perfeito atendimento as expectativas criadas por seus serviços e produtos. E isso é feito por que as empresas estão verdadeiramente preocupadas com isso? Certamente que não... Isso envolve investimento numa grande cadeia de novos serviços, setores, despesas com MKT e comunicação, etc. Mas todo esse esforço acaba sendo mais barato do que ter a imagem arranhada por processos e reclamações que invadem as redes sociais, angariando prejuízos não só financeiros diretos, mas também de imagem que muitas vezes são incalculáveis.

Um mau atendimento no balcão, um call center antiquado, uma garantia não respeitada, uma palavra mau compreendida, um defeito de fabricação, não importa quem tem razão... Essa postura do "vou processar", aqui no Brasil vem crescendo sobretudo com a ampliação e penetração das redes sociais. Isso, acaba virando um indústria que alimenta literalmente uma sistema jurídico que, abarrotado de processos se vê pressionado a decidir com rapidez e sabedoria. E, muitas vezes, celeridade e sapiência não andam juntas. 

Hoje uma post no Facebook negativo com razão ou não, dependendo do número de amigos pode levar prejuízos muito grande as empresas. E isso, muitas vezes, é produto de escolhas empresariais equivocadas.

O comportamento humano de não conseguir viver bem com os erros se suas escolhas, os leva naturalmente a ação de reclamar buscando subterfúgios para ter seu dinheiro de volta, seu produto de outra cor ou simplesmente se sentirem bem por aliviar suas tensões gritando com o telemarketing... Este é apenas mais um indício da patologia humana em nossa era moderna: a fuga da responsabilidade por sua própria vida. E aqui, responsabilidade significa aceitar que tudo o que você se tornou, é consequência de seus atos.

Do outro lado os que estão na direção de seus negócios e de suas vidas devem também moderar com sabedoria suas decisões, cercando-se de instrumentos de informações, estudos e aconselhamentos que permitiram embasar atitudes corretas na direção de ampliar seus negócios com segurança e lucratividade. E aqui não cabe colocar a culpa no mercado, no governo e numa situação qualquer que foge a sua vontade... Somente quando se assume a responsabilidade por suas escolhas (claro alicerçando com informação e estratégias), a coisa toda fará sentido e com certeza os negócios começaram a ficar mais sob um comando real e seguro. Assim, haverá chance real de sua evolução também como pessoa, e claro, tudo o que vem no pacote: sucesso financeiro, profissional e paz em seu núcleo familiar.

Assim, reafirmo: somos o que escolhemos ser. Logo, escolha estar bem instrumentalizado.